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Retorno 2
Não, meus amigos, não foi promessa de fim de ano. Fiquem certos disso. Tinha realmente a inteção de criar o hábito de escrever periodicamente, ainda que uma vez por semana, mas... O tempo, eta senhor do destino, o tempo realmente não tem casa. Mal o ano começou, já estamos no seu 37º. Ufa! Quando terminar de escrever agora, alguns minutos já se terão passado. Não, não, de jeito nenhum. Escrever não é tempo perdido, as palavras param o tempo. Tempo de palavras. Palavra do tempo. Eita nós, eita falta de tempo pra parar as palavras, eita excesso de palavras, eita falta de tempo. Quiçá, um dia, ainda que depois de desencardo, tenha tempo pra escrever ou ainda psicografar o que não tenho tido tempo de escrever, dizer e viver. Bem, vou ficando por aqui, que o tempo já se foi... que os deuses do céu e do orum nos ajude.
Escrito por Chicco Assis às 12h12
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Retorno
Depois de mais de 13 meses sem escrever... Volto. Sem proposta de pausas ou interrupções, simplesmente, volto.
Como uma phoenix que ressurge das cinzas, brotam da minha mente as idéias. As palavras castigam-me querendo ganhar o mundo. Todo meu corpo em espasmos se entrega ao verbo desencarnado de mim. Uma migração de letras que correm léguas para sair da aridez dos meus pensamentos para encontrar refrigério nos olhos, ouvidos, corações e mentes de quem as encontre.
No início apenas letras, que juntas sílabas, que juntas palavras, que juntas frases, que juntas emoções, que juntas EU: Verbo mais que perfeito conjugado no pretérito imperfeito do subjuntivo, um sujeito sem predicado, um substântivo sem adjetivo, advérbio ou qualquer outro complemento.
Saídas de mim, juntam-se a outras tantas, perdem os significados, transformam-se. Phoenix saída do caos.
Escrito por Chicco Assis às 15h05
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A arte baiana sai do coma
Quando algum parente ou alguém muito próximo adoece, acabamos (con-)vivendo esse sofrimento. Assim aconteceu com o XVIII, há mais de um ano convalescendo de uma doença que, embora curável por ter sido detectada no seu estágio inicial, a medicação – boa vontade dos poderes públicos e privados para contribuir para o desenvolvimento da arte e da cultura – anda em falta no mercado.
Só restava ao XVIII a vontade de viver e de criar dos seus artistas-administradores e o desejo de ter acesso a esse universo de (excelentes) criações dos espectadores que (im-) pacientemente esperavam na sala de espera, esperando alguma notícia da UTI.
Enfim, após Brahms embalar o sono dos Saraus Instrumentais, no ano passado, em agosto desse ano, o XVIII foi induzido ao coma. As expectativas na sala de espera eram grandes, ninguém sabia como reagiria à terapêutica. Momento tenso. Diante do cáustico, artistas nervosos, funcionários preocupados, espectadores desesperados e inconformados bradavam: “Meu Deus, porque tudo isso com o menino XVIII... Existe tanta gente ruim nesse mundo, por que justo com o XVIII...” Esse era o quadro que se pintava no velho sobrado de número 18, no quarteirão cultural.
Promessas aos santos e orixás foram feitas. Rezas, ebós, preces, macumbas e orações. Pedidos de clemência e malembe. E, foi das mãos e mentes curandeiras, milagrosas e habilidosas da família XVIII que veio o fim do padecimento. E os operários eram poetas, escritores, técnicos, artistas, humanos cidadãos.
E numa noite esplendorosa, ao terceiro dia do mês de novembro, o vermelho-olodum da Frei Vicente voltou a ser iluminado. Espectadores nervosos queriam visitar o ex-enfermo, que nem parecia recém saído do estado de coma, cheiro de éter não mais havia, o ataúde já encomendado fora devolvido.
E o som do piano, atabaque, berimbau e flautas (ai, 12 doces flautas dos vizinhos miúdos da ladeira) festejaram esse momento. E lagrimas de alegria molharão as faces trêmulas, ao assistir e ouvir das palavras cândidas de Mabel a retrospectiva da vida desse menino levado e traquino.
E todos os seus filhos foram apresentados, desde os mais velhos, como a travessa e surpreendente Rebeca, até os mais jovens, como o embrião da tribo. E, da Cozinha de Nzinga, nos foi servido como aperitivo, um delicioso ageum.
E, num tapete, o XVIII sobrevoou a casa das nossas almas, com o animismo dos artigos de sua fetichista constituinte. E com o abrir dos olhos do XVIII, suas primeiras palavras, o teatro e a arte baiana saíram do coma.
E, só pra lembrar, é preciso que se pague as promessas feitas a Oiá e Oxum, a Santa Barbára e Nossa Senhora da Conceição, para que o axé delas ilumine os corações e mentes daqueles que podem desenvolver e aplicar a vacina para que desse mal não padeça mais nem o XVIII, nem qualquer outro espaço popular, democrático e diaspórico.
Saravá Theatro XVIII. Axé!!!
PS: Prestigiem a programação de novembro e dezembro no site:
www.theatroxviii.com.br
Escrito por Chicco Assis às 17h02
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Em 15 de agosto de 1195 nasceu em Lisboa Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo o popularmente invocado e reverenciado principalmente nos lares baianos Santo Antônio. E eu que não quero ficar no caritó, trato de homenageá-lo.
"Meu querido Santo Antônio, me arranja um amor. Meu bonzinho São Toninho me dá uma colher de chá..."
Escrito por Chicco Assis às 16h34
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Salve Iroko, Senhor do Tempo!

Eu hoje (...) levantei atento, a tempo (...) e lembrei de um tempo (...)
porque o passado me traz uma lembrança do tempo que eu era criança...
quando ano após ano, nessa data – 10 de agosto – era despertado
cedo, ainda escuro, com a alvorada em louvor a São Lourenço.
Depois íamos para "os pés" do abacateiro reverenciar Iroko
com velas, incensos, tecidos, palmas, canticos e atabaques.
Em seguida comíamos o “fubá de Tempo”, uma deliciosa
mistura de milho, amendoim, sal e açúcar.
Salve Iroko, Salve o nosso Tempo.
Salve Iroko, Senhor do Tempo!

Iroko, Senhor do Tempo - Por Chicco Assis
Gira o Tempo que gira o que não gira Tempo.
Que Tempo é esse meu Deus?
É o Tempo do raiar do sol,
É o Tempo do clarão da lua.
Que Tempo é esse meu Senhor?
É o Tempo que não tem morada, que, embriagado, vive na rua.
Que Tempo é esse meu Deus?
É o Tempo que dá providência, Sem tempo falta paciência. Que Tempo é esse meu Senhor?
É o Tempo que dá, É o tempo que tira. Que Tempo é esse meu Deus?
É o Tempo que passa
E a folha vira Que Tempo é esse meu Senhor?
É o Tempo de vida que se tem É a morte do tempo que um dia vem. Que tempo é esse meu Deus?
É o Tempo moço que será Velho Tempo que já passou. Que Tempo é esse meu Senhor?
Escrito por Chicco Assis às 11h12
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Mariene de Castro

Escrito por Chicco Assis às 10h59
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Oficina de Projetos
Aguardem, em breve nova Oficina de Projetos.
Escrito por Chicco Assis às 15h29
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Sensações
Aos poucos, estou recuperando minha boa forma literária... Aguardem, em breve surpresas.
Sensações Junguianas
Perço perdão
Por minha extroversão
Introverter-te
num mundo de sombras e solidão
E fazê-lo, seco, sentir com cabeça
Perdou-te
por tua intropecção
extroverter-me
para esse teu mundo
E fazer-me, bobo,
pensar com o coração.
Apenas não deveremos nos perdoar
por não sermos flexiveis
e não respeitarmos
um a introversão do outro
e outro a extroversão do um.
Intuitivamente,
Chicco Assis
21/07/2005
Escrito por Chicco Assis às 18h30
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Retorno
Depois de longo período sem blogar, vou aos poucos retomar as minhas atividades. Segue algo que escrevi dia desses.
Momentos e Movimentos
Há, na vida, momentos e movimentos
Momentos de nascer e chorar,
Movimentos de amar e viver,
Momentos de chorar e morrer,
Movimentos passageiros, que de tão bons,
Queremos fazê-los Momentos eternos.
Momentos quase eternos, tão ruins,
Imploramos torná-los Movimentos passageiros.
Assim é a vida,
Emaranhado de Momentos e Movimentos,
Momentos sem Movimento
Momentos de tormentos, sofrimentos lamentos,
Movimentos com Momentos
Movimentos de alento, sentimento, momento.
Escrito por Chicco Assis às 14h44
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Excusas
Diletos compaheiros de ChA. "Ando meio desligado..." Nos últimos tempos, minha vida está passando por algumas mudanças, que em breve chegaram até vocês. Bem aguardem só mais um pouco, que inclusive essa pagina passará por grandes alterações. Gran de beijo a todos.
Escrito por Chicco Assis às 11h57
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Minh'Alma
A Casa da Minha Alma.
(Aninha Franco)
A alma do bouganville
A alma do bergantim
A alma do torpedeiro
A alma do serafim
Alma de sal do pedreiro
Alma de cal do jasmin
Alma do homem primeiro
Alma do amor de Caim
Alma do mês de janeiro
Alma do início e do fim
Todas as almas na alma
Por isso, das almas todas,
Não tenho a alma de mim.
Escrito por Chicco Assis às 20h20
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Palvras de quem sabe o que diz
"Cultura aqui se cultua, Bahia aqui se respeita." (Carlinhos Brown)
Escrito por Chicco Assis às 15h13
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Fim do Carnaval ou Ano Novo
Pelourinho, Salvador, Bahia, Brasil.
Passou carnaval cidade, o ano novo começou... Não atoa que o novo ano da China começou coincidentemente com o fim do carnaval. E esse é o ano do "galo". Bem, findada as festas (momescas), iniciados os preparativos de outras (juninas), venho informar aos devotados companheiros de ChA, mudanças em na estrutura. Ainda não sei por onde começarão a acontecer, mas antecipo desde já que acontecerão, não se assustem.
Bem, não posso deixar de abrir parenteses para falar sobre os 5 dias de carnaval que estourei todos os grãos de milho possíveis. A mesmice, a falta de profissionalismo de muita gente bacana, o ser só mais um na multidão foram os ingredientes do carnaval. Um dia muda. Quem sabe esse dia não está chegando...
Brindemos o início de mais um ano, que ele venha com paz, amor, saúde, dinheiro e felicidade.
Escrito por Chicco Assis às 18h34
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Vésperas de Folia
Pelourinho, Salvador, Bahia, Brasil.
"Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu..." Noutros, a gente nem se sente... Nem sente se é realmente gente. Desculpem o desabafo, não os convidei para ouvirem os meus lamentos, mas para juntos prepararmos e tomarmos um delicioso ChA com Cultura.
Hoje, há uma semana da festa de Iemanjá, há quase uma semana do carnaval, cultura é o que não falta. A propósito, hoje e amanhã tem mais Mariene de Castro abrindo caminhos no XVIII-tão.

Sexta tem Margareth abanando o fogo que é pro povo esquentar.
Sábado tem a Lavagem de Santo Amaro, e é claro que D. Canô Chamou.
Domingo eu ou respirar um pouco, quem sabe passar uma tarde em Itapoã.
Segunda tem Cortejo Afro no Pelô.
Terça tem Gerônimo na Escadaria - Imperdível.
E quarta, vou ser o primeiro a saudar Iemanjá.
Bem, nem vou comentar a partir da quinta, pois Momo e seus discipulos mandaram me avisar que a folia está garantida. Nos encontraremos dia desses.
Escrito por Chicco Assis às 12h29
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"Andei lá... eu já sei o caminho, andei lá"
Pelourinho, Salvador, Bahia, Brasil.
Companheiros de CHÁ, façam-me o favor de dizer à mãe que o ABRE CAMINHO chegou. Chegou e tá chegado. Quem esperou, bem esperado, viu a bela caminhada. Não veio de Ilha de Maré, mas fez samba na Lavagem do Bonfim, com água, flores e perfumes, ... ai foi que eu sambei cumade, ai foi que eu sambei cumpade. Olhem só o suor da minha testa e a felicidade minha e de Emanuella Souza (Assessora de Imprensa de Mariene) 
Só quem foi a pé, acompanhando o ABRE CAMINHO na Lavagem do Bonfim 2005, pode entender o que estou falando. Com a força da minha fé, da fé de Maurício, Cezar, Mariene, Peu, Viviane, Iracema, Allysson e de todos os que seguiram, o bloco andou no cortejo do Bonfim e ainda vai caminhar. Olhem só quem também abriu caminho conosco:
e - Vânia Abreu

- Mariene de Castro (é óbvio) Luciano Bahia, Silvinho do Acordeon, Iuri Passos, DJ AJ.

- Fabiana Cozza, Aloisio Menezes, Mariene de Castro (sempre), Luciano Bahia

- J. Velloso e Fabiana Cozza (olha a cantora paulista no samba baiano)

- e mais uma multidão que andou por cima das pedras e pisou no fogo sem se queimar, que fez o que o samba manda, que andou em qualquer lugar.
Desculpem ai, mas, nós somos água de cachoeira e ninguém pode nos amarrar... E, mais uma vez, com a força da nossa fé, o "Abre Caminho" vai andar na beira do mar, no Gantois, no samba de Edith, no Tororó e no dia 02 de fevereiro, na festa de Iemanjá.
E que nos lancem as pedras, Iemanjá faz areia pra não machucar. Orumilá bendisse, Abre Caminho será a voz mais bonita, que tem graças nas mão. Orumilá bendisse, Abre Caminho, será a voz da canção. Na beira do mar, nas folhas de Sultão, nos metais de Ogunhê, Abre Caminho é vento, raio e trovão.
PS: Gil Rocha assina as fotos dessa mensagem. Mesu agradecimentos à Em.Com e a DIGIFILMES.
Escrito por Chicco Assis às 11h49
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